1 – B: Identificação de substâncias ativas (hits)

Os ensaios bioquímicos de triagem de alto rendimento (HTS) identificaram várias substâncias com atividade satisfatória (hits), provenientes de diferentes famílias químicas, garantindo uma exploração satisfatória do espaço químico.

ISBEFS: 10$

O objetivo do processo de triagem é de identificar e selecionar um número ainda grande, mas menor, de substâncias com atividade pelo menos moderada para o alvo escolhido. Idealmente, deve se garantir uma boa diversidade química dentro das substâncias selecionadas a partir do espaço químico (conjunto de possíveis moléculas farmacologicamente ativas, conforme definido na quiminformática).

1 – C: Propriedades fisicoquímicas in silico

A potencialidade de sucesso farmacocinético (druggability) de todas as substâncias ativas (hits) foi estimada in silico (solubilidade e regra dos cinco de Lipinski) e os resultados são suficientemente bons para garantir uma primeira triagem.

ISBEFS: 1$

Como é quase sempre desejável que um medicamento seja administrado por via oral, uma avaliação muito precoce das propriedades fisicoquímicas das substâncias estudadas é feita para selecionar aquelas que não deveriam oferecer problemas de biodisponibilidade. Esta avaliação pode mesmo ser feita antes de sintetizar as substâncias, in silico, graças a softwares especificamente desenvolvidos para este fim.

1 – A: Identificação e validação do alvo

Você foi capaz de identificar um alvo molecular interessante e sua relevância para a doença pretendida foi validada.

ISBEFS: 8$

Dentro da estratégia de descoberta de fármacos guiada pelo alvo (target-based drug discovery), a escolha de um alvo molecular é uma etapa crítica, assim como sua necessária validação, ou seja, deve haver comprovação que a modulação da sua atividade tem benefício relevante para o controle da doença. Nota-se que as indústrias farmacêuticas buscam cada vez mais ensaios fenotípicos, baseados em células, para descobrir substâncias que produzem um determinado efeito, mesmo sem ter ideia do mecanismo de ação e do alvo molecular — vide cap. 2.2. Ensaio alvo-dirigido ou fenotípico?, em:
Ensaios de Binding — Fundamentos teóricos, aspectos práticos e aplicações no desenvolvimento de fármacos.